terça-feira, 23 de março de 2010
O som oculto.
Um sorriso, um pranto. Não precisava ser tão inexplicavelmente ridículo! Hoje, sinto em meu coração uma menina perdida, uma mulher querendo se encontrar. As lembranças que em meu passado eram lindas e coloridas tornaram-se preto e branco. Não existem mais caminhos iguais, tudo se transformou em rumos diferentes. Os meus olhos não conseguem ver a luz no final do túnel, as minhas palavras parecem estar perdidas em algum lugar o qual eu não posso achar! Me sinto presa em uma cadeira, mãos e pés atados. A minha força pareceu ter ido embora, pareceu me abandonar depois de um momento tão difícil. Meus sentimentos congelaram de um modo incrível, tanto que o sol não consegue derrete-los. Não valeu esforços, não valeu dias, tardes e noites, tentando tornar um sonho em realidade. As portas abrem e fecham-se rapidamente e eu mal consigo entender se posso entrar ou devo esperar ser convidada. Gritei, berrei, mas parece que minha voz não alcançou, parece que não pude ser ouvida e nem ao menos levada a sério. Eu sou uma dor imensa cercada de ossos por todo lado. Dentro das minhas lágrimas estão lembranças horríveis, gritos, choros, desespero que eu não posso esquecer, só eu podia ouvir. Uma faca atravessada em mim, um pesadelo real. Suspirei o máximo que pude e clamei para que isso tudo pudesse acabar de uma vez. Nada, nada poderá ser como as lembranças tão surreais.
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